O Dia de Todos os Santos (Festum omnium sanctorum, em latim) é celebrado pelos cristãos católicos no dia 1 de novembro e não é feriado no Brasil.
Nesse dia, todos os santos são lembrados, garantindo que aqueles que não têm uma data própria de festejo não sejam esquecidos. Assim, é destinado a todos os santos conhecidos ou não pela igreja e decorre há muito anos.
As igrejas ortodoxa, protestante e anglicana não tem uma data fixa para essa celebração. Para tanto, reservam o primeiro domingo depois do Pentecostes.

A umbanda, culto afro-brasileiro, também dedica o dia 1.º de novembro à mesma festividade.Depois desse dia, segue-se a celebração do Dia de Finados, esse sim um feriado brasileiro. Em Portugal, acontece o contrário, o dia 1 de novembro é feriado.

Origem e história
Segundo a história, os celtas cultuavam os espíritos numa festa conhecida como Samhain, que era a passagem do ano dos celtas.
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Com o objetivo de transformar essa celebração pagã numa prática religiosa, o Papa Bonifácio IV quis homenagear os santos. Para tanto, decidiu dedicar o Panteão Romano à Maria e aos mártires.
Era 13 de maio e a data foi celebrada nessa altura durante alguns anos, até que o Papa Gregório determinou a sua alteração para o primeiro dia do mês de novembro. Isso porque o Samhain era comemorado no dia 31 de outubro. Nessa ocasião, uma capela da Basílica de São Pedro foi dedicada a todos os santos, conforme decretado pelo papa.
Dia de Todos os Santos: porque é em 1 de novembro?
Ainda que passamos por toda a vida celebrando o Dia de Todos os Santos, muitos desconhecem a origem dessa festividade.
Sua origem, como é óbvio, tem a ver com a Igreja Católica, e inicia há mais de 1280 anos. Em realidade, e ainda que seja uma forma pouco correta de dizer, é um “pacote” do Vaticano para conseguir que todos os santos fossem venerados pelo menos um dia por ano.
Quem impulsionou essa medida foi o Papa Gregório III, que durante seu tempo de pontificado – anos 731 a 741 d.C. – consagrou uma capela na Basílica de São Pedro em honra de todos os santos, e fixou a data comemorativa para o 1 de novembro. As festividades ocorriam apenas nessa capela.
Mais tarde, o Papa Gregório IV. – 827 a 844 d.C. – estendeu a celebração para todas as igrejas. É um dia festivo e em muitos países, um dia feriado. Segundo a Igreja, “é de preceito para os católicos”, o que quer dizer que todos eles devem participar da missa.
Que o dia de Todos os Santos se situe justo antes do Dia dos Fiéis Defuntos, que tradicionalmente é conhecido como Dia dos Mortos, tampouco é casual. No 2 de novembro é habitual irmos aos cemitérios visitar nossos entes queridos mortos e “coroá-los” com flores. Ao celebrar o Dia de Todos os Santos justo um dia antes, a igreja quis garantir dessa forma, que todos os fiéis tivessem confessado e comungado, preparados para a visita a seus amigos e parentes falecidos (uma ideia de pureza da alma).
No transcurso dos anos e com os diferentes cismas que sofreu a Igreja Católica, ficou sendo a única a celebrar o Dia de Todos os Santos. A Igreja Ortodoxa. – a segunda a ter mais fiéis – a Protestante e a Anglicana não comemoram no 1 de novembro e sim no primeiro domingo depois de Pentecostes (a festividade religiosa que se celebra cinquenta dias depois da Páscoa).
Fonte: Toda Materia e Campo grande news



