Representantes de de várias escolas do Estado participaram do ato
Os profissionais da rede estadual de educação do Piauí pararam suas atividades na manhã desta segunda-feira (15/05), para cobrarem seus direitos durante manifestação em frente ao Palácio de Karnak. Reajuste salarial e o reenquadramento de todos os servidores da educação, eram algumas das reivindicações bradadas.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTE/PI), Odenir de Jesus
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTE/PI), Odenir de Jesus, explica ao OitoMeia que a negociação com o governo está em andamento. “Nós já solicitamos através de ofício uma audiência com o governo do estado com a pauta única, que é o reajuste dos funcionários e o enquadramento dos trabalhadores da educação. É uma pauta que já vem desde o começo do ano. Não vamos desistir, pois o objetivo é que os funcionários sejam respeitados”, disse a presidente. Ainda de acordo com Odenir de Jesus, o reajuste salarial é um direito para todos os trabalhadores.
Ameaçando deflagar greve, profissionais da educação protestam na porta do Karnak
O Governo em meio ao manifesto deu sinal e aceitou reunir-se com os representantes, e dependendo do resultado da assembléia a categoria tomará uma decisão sobre a adesão à greve. Foi o que confirmou a secretária de Combate a Discriminação do sindicato, Dinar Nascimento. “ Dependendo do que nós conseguirmos hoje aqui, faremos uma assembleia e caso seja necessário vamos deliberar a greve dos profissionais da educação”, afirma.
Dinar também denuncia que o governo não aplicou alguns direitos dos trabalhadores. “Nós temos uma questão pendente desde 2014, que é o reenquadramento dos técnicos administrativos, só falta o governo aplicar na folha para poder fechar a situação dos técnicos”, disse, lembrando que os os auxiliares de vigilâncias estão sem receber nenhum reajuste sem extraordinário e hora extra.
secretária de Combate a Discriminação do sindicato, Dinar Nascimento
Em fevereiro deste ano, a categoria já havia realizado uma greve que durou cerca de oito dias, e a proposta do governo foi de pagar o piso dos professores parcelado em duas vezes; para os cargos do administrativo, ficou acordado na época, de apresentar uma proposta de reajuste em maio. A categoria se reuniu com o secretário de Administração, Franzé Silva, e a resposta do governo para os funcionários de escola não foi bem o que o Sindicato esperava. O secretário Franzé destacou que naquele momento não poderia conceder reajuste aos funcionários.



