Operação Nômade dá cumprimento a mandados de prisão aos suspeitos de roubos à agência dos Correios de Pimenteiras
A Polícia Federal do Piauí deflagrou na manhã de terça-feira a Operação Nômade, em Picos, para desarticular um grupo criminoso suspeito de envolvimento em assaltos a Correios no interior do Estado.
Entre as ações atribuídas aos suspeitos está o roubo à agência dos Correios de Pimenteiras, em agosto do ano passado. Na ação, clientes e funcionários foram mantidos reféns e o cofre com cerca de R$ 160 mil foi roubado.
Por determinação da Justiça Federal de Picos, equipes policiais dão cumprimento a três mandados de prisão preventiva, sete de condução coercitiva e três mandados de busca e apreensão no município de Timon (MA).
A operação ‘Nômade’ faz referência à constante mudança de moradia dos principais integrantes da quadrilha, que são ciganos.
A PF informou que foram presas duas pessoas em Timon, acusados de envolvimento em arrombamento e roubo de R$ 160 mil da agência dos correios, de Pimenteiras. No dia 02 de agosto de 2016, cinco homens armados entraram na agência mantendo um popular como refém e levando um cofre dos correios que contia a quanta roubada.
Segundo nota divulgada, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e sete de mandados de condução coercitiva. As pessoas que foram conduzidas coercivamente foram encaminhados para a superintendência da Polícia Federal no Piauí, localizada no bairro Recanto das Palmeiras, zona leste de Teresina.
Os três conduzidos pela Polícia Federal são ciganos e irmãos, moradores de Timon. De acordo com eles, os mesmo não estão envolvidos com o crime e trabalham com cristalização de faróis de veículos. Eles foram liberados depois dos depoimento.
Izânio da Silva Barroso, um dos ciganos, disse que mora em Timon e apareceu nas imagens das câmeras de segurança da concessionária com um outro grupo de ciganos que foram comprar um carro em Teresina e estava apenas acompanhando. Segundo ele, um dos ciganos usou o carro para participar do assalto à agência dos correios em Pimenteiras e por isso ele foi chamado para depor pela Polícia federal. “Eu sou cigano, o outro envolvido com o assalto também é. Eles acham que cigano é uma coisa só e chamaram eu e meus irmãos para prestar esclarecimento”, declarou Izânio da Silva Barroso.
Ele declarou ainda que os ciganos envolvidos com o assalto viviam perambulando em Teresina e Timon, mas ele não sabia que os ciganos praticavam assalto. O irmão de Izânio, José Ribamar da Silva, disse que só foi chamado para prestar esclarecimento porque haviam imagens dele passando a mão no farol do carro que os ciganos usavam para assalto. “O mal entendido foi esclarecido, nós trabalhamos com faróis, mas não temos nada a ver com os ciganos envolvidos no assalto, eu só apareci nas imagens, mas não tenho nenhuma relação com eles”, falou José Ribamar Silva.
O outro cigano, Francisco da Silva Barroso, disse que o envolvido em assalto é um cigano conhecido por Edmilson. “A nossa relação é de amizade, porque somos ciganos. Nos cumprimentamos e nos falamos, mas não tenho nada a ver com o que eles fazem”, disse.



