Sem negociação
Já dura mais de 28 horas o protesto contra o reajuste da tarifa de transporte intermunicipal entre José de Freitas e Teresina. A passagem aumentou R$ 7 desde as primeiras horas de ontem 17/12 manifestantes fazem barricadas e bloqueiam a PI-113 na altura da comunidade João Pereira Zona rural de José de Freitas.
Na manhã de hoje cerca de 30 pessoas participam da manifestação. Barricadas foram feitas pelos manifestantes com pedaços de ganhos, pneus, pedras e ganhos de arvores.
Até o presado momento só esta passando veículos de emergência, carros de passeios, motocicletas e ônibus com excursões. A Polícia Militar está no local para evitar briga e confusão. Muitos motoristas estão usando uma via alternativa pela cidade de União.
Os ônibus da empresa Concept não estão circulando por conta do protesto. Todos estão parados em garagens na cidade de Teresina e José de Freitas.
‘’Não temos horas para acabar com a manifestação, pois até agora não ouve negociação, com a associação, vamos ficar revessando o tempo que for necessário não vamos ceder, os representantes da empresa relataram a nossa associação que também não vão ceder e que não existe possibilidade alguma para baixar o preço da passagem’’ disse Anaelton presidente da Associação dos Usuários.
Uma audiência publica envolvendo Ministério Publico, Prefeitura Municipal, Associação e Empresa Concept, foi realizada na Promotoria de Justiça da cidade de José de Freitas. Foi dado em pauta negociações do valor da passagens e outros fatores mais não foi concretizado nenhum acordo com a associação.
A Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) divulgou uma nota de esclarecimento sobre o reajuste e esclareceu que o aumento foi concedido com base nos índices da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Veja nota
“Os índices apontam parâmetros para a regulamentação do transporte interestadual, norteados por indicadores socioeconômicos, composição dos custos com transporte e remuneração de funcionários, correções anuais para recompor o poder aquisitivo da moeda em razão de variações inflacionárias, dentre outros fatores que impactam diretamente nos gastos com a prestação do serviço. Esses dados são utilizados como referência pela Setrans para que seja fixado o percentual máximo de reajustamento tarifário no estado. No que se refere a não aceitação de vales transportes e carteiras estudantis, a Setrans esclarece que as empresas que operam no referido trecho não fazem parte do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT), não existindo, portanto, base legal para a utilização destes benefícios. A Setrans ratifica que compete ao órgão definir o teto máximo de reajustamento das tarifas, cabendo às empresas a decisão de conceder, ou não, descontos e/ou benefícios, como parte da política empresarial de cada companhia. A Setrans reitera, ainda, que a pesar de concordar com as manifestações populares de protestos, típicos de um regime democrático, lamenta alguns excessos que tendem a prejudicar os usuários que precisam do livre direito de locomoção”.
Imagens: JFNEWS















